limites

susana rodriguez iglesias - 30/07/2011

                                filhos

Formamos-nos dentro do corpo da nossa mãe, o limite e incerto, nascemos sem reconhecer onde terminamos e onde começa a nossa mãe, onde termina nosso corpo e onde começa o mundo.

Aos poucos a criança vai tomando consciência do seu corpo e vai reconhecendo os limites, sua pele como limite, assim também vai comando consciência das próprias necessidades, fome, sonho, frio, calor, dor, etc.

Começam a dar os primeiros passos, o conhecimento do mundo, e precisam  dos pais para indicar os perigos, o que podem o que não podem, até onde é possível chegar e onde é necessário parar.

Os limites aprendem se, aprendemos das nossas necessidades, das necessidades dos outros, do respeito próprio e aos outros seres, aprendemos do convívio, aprendemos a compartilhar, a “marcar território”, aprendemos a respeitar, a fazermos respeitar, aprendemos a ser cidadãos, conviver em sociedade.

Os limites vão se acrescentando a medida que vamos crescendo, ampliando nossos vínculos, tomando responsabilidades.

Para que são necessários os limites? E simples os limites são necessários para vida, precisamos deles, reconhecer os, respeitar os, fazer os respeitar.

Às vezes o limite é entendido como castigo, obrigação, como uma imposição, e não como um direito, uma forma de conservar a liberdade própria e também a alheia. Por esse motivo, por “cargar” o conceito de limite de conotações negativas, os pais deixam passar e pensam que não é necessário colocar limites nos filhos, que mais para frente ele vai aprender, que depois algum dia ele vai madurar sozinho, que ainda há tempo.

Por outra parte os filhos também se resistem aos limites e sentem que os pais ao exigir certos comportamentos estão os castigando. Na verdade quando um limite é colocado em alguma pessoa, com certeza no momento essa pessoa vai resistir, a criança pode resistir e inclusive provar tantas formas de resistência que coloca aos pais em momentos onde não sabe que atitude tomar.

A referência mais importante na vida dos filhos são sem lugar a duvidas os pais, consciente o inconscientemente a criança espera que a mãe e o pai marquem o caminho, o rumo a seguir, digam o que tem que ser feito.

Os pais podem sentir medo de errar, dúvidas, podem ate se sentir culpado por exigir certos comportamentos com os filhos. Também muitas vezes podem se sentires cansados pelo dia a dia, não querer “brigar” com os filhos e então resolvem deixar passar, fecham os olhos para não causar confusão.

Cada etapa da vida dos filhos tem aprendizagens, cada etapa tem limites necessários de aprenderem, cada etapa tem responsabilidades diferentes. È importante tomar em consideração que as crianças têm que tomar as responsabilidades adequadas para sua idade e para suas possibilidades.

Poupar de responsabilidades, pouparem de limites, só vai formando uma personalidade insegura, algumas vezes déspota, com dificuldades para lidar com situações da vida, dificuldades nos relacionamentos, condutas autodestrutivas, agressividade.

Sobre proteção, falta de limites, falta de condução traz tantos danos às crianças que pode se equiparar com os danos causados a crianças abandonadas.

Como podemos colocar limites com amor? Com firmeza, convicção de que o que estamos solicitando e ensinando é o justo, com um olhar firme, olho no olho, com paciência e persistência.

Os pais não podem se cansar de ensinar os filhos, não podemos abandonar a tarefa, nem podemos deixar para depois.

 Desde o momento em que tornamos pais temos a obrigação de conduzir nossos filhos no caminho da vida, tentando que esse caminho seja o correto para ele e para a sociedade, com amor, respeito e segurança.