relacionamentos

susana rodriguez iglesias - 27/06/2012

Na maioria das consultas hoje o problema que preocupa são os relacionamentos.

 Problemas no casamento, com namorados, com os filhos, com os pais.

 As dificuldades de comunicação são comuns levando a maus entendimentos, brigas, discussões, distanciamentos, até chegar muitas vezes ao ponto da ruptura, isto inclusive com os filhos.

Alguns relacionamentos têm historia de dificuldades, desde o começo foram tumultuosos, cheios de confusões, outros que antes eram relacionamentos harmônicos se transformam em relacionamento difíceis.

Colocam-se expectativas e forças em mudar ao outro, em tentar que o outro se amolde a nos. Não se aceitam as diferenças ou não se consegue acompanhar as mudanças que a família vai realizando.

Muitas vezes as pessoas se colocam na defensiva e atacam antes de se sentir atacados, outras tentando conseguir harmonia, se isola no silêncio ou a aceitação de fatos como maltrato.

Tanto tentar mudar o outro como renunciar a nossa forma de ser, são caminhos errados que trazem conseqüências infelizes para o convívio.

Aprendemos a negociar em distintas circunstancias quase sempre referida ao financeiro, e não conseguimos negociar na própria família. Nesta situação pode se chegar a uma luta pelo poder, uma luta que divide e não produz entendimento.

Um dos motivos freqüentes que levam ao desentendimento ou a violência, e a incapacidade de sentir empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro), colocando em primeiro lugar nossas próprias necessidades, desejos, sem considerar ao outro como um ser com suas próprias necessidades.

Qual o caminho então para alcançar viver em harmonia com as pessoas que amamos.

 Será possível amar e respeitar sendo amado e respeitado?

Podemos dialogar e achar soluções aos nossos conflitos, como lidar com as diferenças, como construir um convívio agradável  que nos faça sentir felizes?

O ser humano tem a possibilidade de ser autocrítico e de mudar, em qualquer tipo de relacionamento quando a gente muda, tudo muda, os outros mudam.

 Parece difícil aceitar que nós podemos mudar o comportamento de outro só mudando mos, agora veja um exemplo,  saímos na rua e cumprimentamos amavelmente as pessoas, sorrimos, e o outro nos sorri, somos amáveis e nos encontramos com pessoas amáveis, agora se saímos de mal humor, geralmente acabando gerando respostas mal humoradas ou indiferentes.

Em casa acordamos bem, tomamos café fazendo comentários agradáveis e de alguma forma o ambiente vai se tornando agradável, gostoso.  Em outro caso, acordamos sem querer haver acordado, respondemos mal, gritamos com nossos filhos, o café se derrama, e saímos todos correndo nos sentindo com um péssimo humor, e um sentimento de frustração.

Estes são exemplos muito simples é claro, nos relacionamentos temos dificuldades muito mais profundas e difíceis de resolver, questões que não podem se resumir a um sorriso o um simples bom humor, mais utilizei eles para mostrar como o nosso comportamento interfere diretamente com o comportamento dos outros.

Por tanto um dos caminhos é ser suficientemente autocrítico, sentir empatia, e procurar mudar, não apegarmos a comportamentos conhecidos que não tem dado resultados.

 Tentar exercitar a flexibilidade e a firmeza, e sempre apostar à comunicação.

Aprender a escutar é uma arte que possibilita o intercambio e o entendimento.