separação

susana rodriguez iglesias - 26/09/2012


Geralmente tomar a decisão de separar é um trabalho que pode levar muitos anos.

Chegado o momento, a maioria das vezes decisão tomada por um dos parceiros, começa um período que pode ser mais o menos prolongado, mais o menos doloroso. Período que inclui um luto, pelos projetos de vida em conjunto, pelos costumes, amizades em comum, famílias, desentendimentos, separação de bens e muitos outros aspectos a resolver.

Ainda que no começo tudo pareça se resolver sem maiores dificuldades, passando os dias algumas pessoas podem sentir alivio ou caos, podem sentir inclusive em formas alternadas esse alivio e esse caos.

Muitas coisas para resolver, para falar, para pensar sobre um futuro que significa uma mudança geral, mudança em quanto a filhos, costumes, passeios, família, amigos, economia, aprender a viver separados.

Algumas pessoas sentem alivio por ter conseguido viver em paz, sem cobranças, sem violência, por poder fazer o que querem sem ter que dar explicações, outras em cambio sentem que a vida “virou cabeça para abaixo” e entram num estado de confusão onde a perda significa perda de identidade, as mulheres muitas vezes sentem que perderam a proteção, se sentem sozinhas e desprotegidas, os homens se sentem perdidos, sem direção, muitas vezes ficam muito sozinhos já que a mulher era quem fazia acontecer os encontros com amigos e sociedade.

O luto, tempo para refletir sobre o que fez acontecer à separação, o que tem perdido e o que tem ganhado, o encontro consigo mesmo, é um período necessário. Quem separa e não sente nada, só está disfarçando, mascarando, tal vez por medo de se encontrar consigo mesmo e ver no seu interior, tal vez por medo a sofrer. Claro que algumas pessoas fazem esse processo muito rápido e outras levam um tempo maior, depende também de quem tomou a decisão de separar.

Uma separação ainda que seja a decisão certa, já que o convívio não trazia felicidade para um, ou para os dois, sempre leva consigo dor, uma experiência de perda muito forte que ainda pensando que se está preparado, pode ser surpreendente a forma como atinge inclusive atacando o corpo, sentindo cansaço, esgotamento e dores.

A psicoterapia pode auxiliar nesse processo para que a perda possa se transformar em oportunidade de autoconhecimento e crescimento. Um acompanhamento profissional para elaborar a dor e encontrar os novos caminhos.

Assim também a psicoterapia auxilia neste momento de separação para mediar, solucionar problemas de comunicação e achar a forma de negociar e resolver temas como filhos, bens e família.